Pequena empresa no Simples Nacional não só paga uma guia. O DAS é o item mais visível. Atraso em nota, folha, declaração ou certidão trava banco, licitação e o sono do sócio. Estas sete obrigações não podem atrasar — e o que acontece quando atrasam.
1. DAS
O Documento de Arrecadação do Simples Nacional vence no prazo do calendário do regime. Atraso vira multa e juros. Atraso longo vira dívida na Receita e, em cadeia, certidão positiva. Gerar a guia no dia 19 porque o contador manda não é controle: controle é conferir o faturamento do mês com as notas emitidas antes de pagar.
MEI tem DAS próprio, valor fixo. ME no Simples tem alíquota efetiva que sobe com a receita e o anexo. Os dois atrasam do mesmo jeito se ninguém olha o vencimento.
2. Notas fiscais
Toda venda ou serviço do mês precisa entrar no faturamento. No Rio, a NFS-e de serviço sai pelo sistema da prefeitura do município da sede. Emitir quando o cliente pedir e deixar o PIX solto é o caminho mais curto para DAS menor do que o devido — e para malha depois.
Conferir nota contra extrato é rotina, não tarefa de dezembro. Detalhe de MEI está em obrigações e limite de faturamento do MEI no RJ.
3. Folha
Se há empregado, o Simples não esconde FGTS, eSocial nem holerite. Folha atrasada com DAS em dia é inversão de risco: encargo trabalhista vira dívida com juros e restrição. O primeiro CLT muda o jogo — o guia primeiro funcionário e folha da PME cobre admissão e custo cheio da vaga.
Sem empregado, ainda existe pró-labore e a regra de não misturar conta de casa com CNPJ. Isso também é obrigação de rotina, não detalhe do IR.
4. Declarações
MEI entrega a DASN-SIMEI até 31 de maio, com o faturamento do ano anterior. Falta de entrega gera multa e trava certidão. No Simples da ME, a DEFIS e o calendário do regime precisam existir no mesmo pacote do DAS mensal. Declaração não é o contador resolve em abril: é o fechamento de um ano de nota conferida.
5. Certidões
Certidão negativa (ou positiva com efeito de negativa) é o que banco, órgão público e fornecedor grande pedem. Ela cai quando há débito de DAS, ISS municipal, FGTS ou declaração em atraso. Quem só lembra da certidão na hora do empréstimo já está tarde: o hábito é consultar Receita, PGFN e prefeitura do Rio no fechamento do mês, não no dia da assembleia.
6. Alvará e licenças
Alvará vencido, vigilância sanitária ou corpo de bombeiros — quando a atividade exige — não aparecem no DAS e travam a operação igual. CNAE errado no endereço de Bangu ou da Zona Oeste piora: a prefeitura cobra o licenciamento que o código pede. Regularizar depois é mais caro do que acertar na abertura ou na mudança de CNAE.
7. Limite do regime
Faturamento acumulado no MEI, no Simples e no sublimite precisa de acompanhamento mensal. Estourar sem planejar gera obrigação retroativa e, no pior caso, desenquadramento. O sinal aparece no mix de receita, não no susto de dezembro. Quando a conta dos próximos doze meses já não cabe no anexo, o tema é mudar de regime tributário — com data, não no feeling.
Consequências de atrasar
- Multa e juros na guia — o desconto de pagar depois não existe.
- Certidão positiva: crédito, licitação e alguns contratos travam.
- Inscrição em dívida e, em cadeia, restrição cadastral.
- No MEI, atraso longo do DAS pode levar ao cancelamento do CNPJ.
- Folha em atraso soma fiscal e trabalhista: dois fiscais, uma empresa.
A página de Simples Nacional no RJ é o recorte de serviço: adesão, rotina mensal e prevenção de desenquadramento. A Nazaré fecha DAS, nota e alerta de limite no mesmo pacote — presencial em Bangu e online no estado.
Baixar o checklist de obrigações fiscais para PME no RJ (PDF). Se quiser o mesmo material com retorno da equipe, peça pelo formulário do checklist. Para conversar sobre o seu CNPJ: falar no WhatsApp sobre as obrigações da empresa.
